Rascunho que resistiu a se tornar poema

Por que não mais um poema para trazer a palavra de novo ao talhe ajustado na medida do busto e liberar o olho da miopia do corpo,
Maleável feito plástico ao fogo,
Para que sinta novamente, tão próximo, o calor do impossível
E com as pálpebras rasgadas não poder conter as lágrimas de enxergar na realidade a face plástica do real
Por que não mais um remix estrondante para trazer a luz antes da aurora e libertar os ouvidos de mais uma musiquinha irritante que como o zunido de um pernilongo zum zum zum zum distende o tédio em agonia na noite insone
Por que não esticar as pernas e fazer da insônia a espreita de um sonho
Por que do lado de fora o possível se tornou uma prateleira empoeirada e entupida de misérias
Para clientes que se rebaixaram ao mais automático ato de entrar, escolher o produto vencido e pagar sem reclamar
Enquanto o ladrão faz do roubo seu ateliê de possibilidades

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