Monstros do Niilismo: Nick Land

Em 8/2, ocorreu a segunda edição Monstros do niilismo, a partir do pensamento do filósofo inglês Nick Land. Uriel Fiori palestrou sobre Land com foco nos dois livros publicados pelo autor, seguido de debate. Abaixo, Bruno Cava introduz o professor de Warwick e eu faço um comentário crítico da palestra.

Remix cyberdark

Nick Land (1962) é uma figura única entre únicos. Misturando filosofia, cibernética, euforia gótica pelo abstrato e ficção cataclísmica, o professor de Warwick catalisou ao seu redor um coletivo de aceleracionistas, o CCRU (Unidade de Pesquisa de Cultura Cyberpunk), formado em 1995, que exalou uma aura de vanguarda ontológica e atrai espíritos dissidentes sui generis até hoje, por exemplo, em meio aos neomaterialistas do realismo especulativo. Com títulos indefectíveis para os seus livros, como Sede de aniquilação: Georges Bataille e niilismo virulento (1992) ou Númenos com presas (coletânea publicada em 2011), Land retoma conceitos de Deleuze e Guattari, como a desterritorialização e aqueles derivados da virada maquínica, para propor um aceleracionismo fundamentalista estritamente construído sobre a linha dos anjos exterminadores do niilismo ocidental, como Nietzsche, Bataille e o próprio trecho aceleracionista do Anti-Édipo (D&G, 1972). Isso, contrasta, sem dúvida, com toda a fauna de deleuzianos cantores de devires, fluxos e linhas de fuga por todo lado (1). Na apresentação de quarta, em chave emotiva de nostalgie de la boue, Uriel introduziu a metáfora da subida do Rio Mekong em Apocalypse Now (1979), cara que lhe é a imagem do lorde das luzes que imerge na escuridão do irracionalismo, mas talvez também valesse remeter à cena final de The day after (1983). No final do filme que levou o então presidente americano R. Reagan a rever a política de escalada de tensões nucleares com a União Soviética, o Prof. Huxley (John Litigow), já irremediavelmente contaminado pela radiação, retorna para morrer na cidade natal devastada pelo holocausto, em meio à agonia dos últimos sobreviventes. Estão todos condenados na desolação pós-apocalíptica dessa famosa sequência, cujo entorno foi composto a partir de imagens retiradas de Hiroshima depois da bomba atômica. No final, o zoom out dos personagens abraçados lembra vagamente a cabaninha improvisada do final de Melancholia (2011), quando a imagem escurece e, no negrume total, se ouve a última fala do filme, uma voz num rádio amador: “Tem alguém aí? Qualquer um?!”. Quando o animado debate entre os vários aceleracionismos (de “esquerda”, maquínico-cibernético, ciborgue-ecológico, ultramodernista, singularitano) e os anti-aceleracionistas (de “esquerda”, negativistas, gaia-antropológicos, geralmente a partir de Malign Velocities, de Benjamin Noys, em 2012) se distribui entre otimistas desencantados, pessimistas alegres e pessimistas tristes, as recentes intervenções teóricas de Land — por vezes associadas ao movimento alt-right e neorreacionário — simplesmente não cabem entre as correntes em formação. Uma espécie, quem sabe, de otimismo macabro, entre a celebração futurista das velocidades e o prazer masoquista de assimilação pela máquina. Para seguir na estética do cinema, com Land estamos no mood nem tanto da paranoia nuclear de The day after, Threads (1984) ou Edge of Darkness (1985), mas sim num canto ao erotismo maquinal monstruoso que pode ser sentido, por exemplo, na trilogia de horror cyberpunk do diretor japonês Shinya Tsukamoto, começando com Tetsuo: o homem de ferro (1989).

Bruno Cava

Nota:

[1] — curiosamente, no Brasil, a “saída pela micropolítica” proposta por alguns deles nada mais é do que um novo nome para a velha “consciência de classe”, que por sua vez se resolve, no caso, na impudente filiação a Lula e ao petismo sediado em São Paulo.

APRESENTAÇÃO (por Uriel Fiori)

“O problema não é tanto as elites brancas, mas as elites aliens.”

 

Comentário crítico da apresentação

Uriel conseguiu articular e atravessar bem um grande mosaico de ideias. A forma como o Land escreve e debate as questões é uma experiência intrigante e por vezes estranha. Uriel ajudou a deixar isso mais acessível. As imagens de mundo que o Land constrói são muito interessantes e ele consegue deslocar bem o pensamento crítico dos seus lugares comuns. Ele faz um uso criativo do cinema e da literatura pra fabricar essas imagens. Também é interessante a exploração dele sobre o comércio/mercado (ou tecnocomercialismo, como ele diz) como lugar de fluxos, intensidades, aglutinações, dispersões, cortes, descontrole. Pensar o mercado como ‘lugar’ possível de disputa e construção política de autonomia. Uma área de reflexão que a esquerda abandonou totalmente. Fico pensando como a esquerda poderia ser pensada como agente coletivo concorrente com outros agentes coletivos do mercado, disputando a produção social, cultural, financeira, discursiva, semiológica, etc, e se ela seria capar de produzir esses fluxos, mas, ao contrário das empresas, liberando, descontrolando, dispersando. O que não faltam são exemplos de como a Esquerda tentou “monopolizar” fluxos que ela mesma produziu.

Land é bem mais provocador e original que os considerados “aceleracionistas de esquerda”. Na verdade, essa divisão que se faz entre os aceleracionistas, reproduzindo essas velhas dicotomias, não ajuda. O aceleracionismo é um debate, uma filosofia política, uma pesquisa que está colocando questões, como o Uriel apontou. Sem pretensão de ser uma nova “ideologia”, uma nova cartilha ou coisa assim. O que esse debate pode produzir enquanto agrupamentos e disputas ainda é muito incipiente. Apesar de já existirem disputas em torno dessas questões. Como é o caso dos debates feitos pelo Eduardo Viveiros de Castro e pesquisadores próximos a ele, que parecem detestar o aceleracionismo e já apresentam o aceleracionismo como aparentemente perigoso, ameaçador ao clima, rejeitável.

Por exemplo, o artigo do Moysés Pinto Neto na revista do Instituto Humanitas da Unisinos, em que diz que o capitalismo é aceleracionista. Mas há uma diferença grande em dizer que o capitalismo é acelerado e dizer que ele é aceleracionista, vinculando-o ao pensamento aceleracionista. O capitalismo funciona num regime acelerado, 24h/7dias, se atualizando a todo momento, mas, a crítica central do aceleracionismo é outra coisa. Não tem a ver com intensificar, superaquecer, turbinar a reprodução do sistema, repetindo-o incessantemente. Nick Land percebe dentro do metabolismo do capitalismo mais potencialidades de liberação e descontrole do que qualquer marxista já tenha feito, levando ao pé da letra a intuição de Marx e Engels no Manifesto Comunista (1848), quando escrevem que o capitalismo é um aprendiz de feiticeiro que brinca com um fogo que, no final, não poderá controlar. E é isso que o aceleracionismo propõe intensificar, essa deriva autodestrutiva do feiticeiro, mas por meio da aceleração da composição humano-técnica, para produzir mais autonomia, como o Uriel apontou.

Em alguns momentos da fala do Uriel, fiquei me questionando o quanto alguns dos problemas colocados ali não seriam velhos problemas da filosofia política, ressurgidos com uma roupagem high tech. Por exemplo, quando ele propõe um sistema cibernético de administração política, em que se é controlado tanto quanto se controla, isso me lembra muito Rousseau e a ideia de uma lei como expressão de vontade geral, em que obedecer a lei seria o mesmo que obedecer sua própria vontade, mas também todas as propostas de resolução do político no técnico, uma constante na história iluminista do socialismo e em toda a tradição das Luzes. Claro que, do ponto de vista histórico, são coisas bem diferentes, mas, assim como a filosofia política moderna pretendeu aplicar uma programação racional para fazer funcionar uma máquina política ideal, essa programação cibernética parece reeditar o mesmo problema, onde a questão tecnológica aparece apenas como um update. Na verdade, esse uso da cibernética para pensar constitucionalismo, como o Uriel expôs, já existe com a teoria dos sistemas de Niklas Luhmann, que é um modelo baseado na cibernética e que pensa o Direito como sistema cibernético, como no Direito Autopoiético formulado por Gunther Teubner. Nessa lógica luhmanniana, as suas operações progressivamente se diferenciam numa auto-operatividade num entorno caótico, relacionando-se com ele na forma de inputs e outputs, em constante retroalimentação a partir dos feedbacks.

Também percebi que não houve, ou não há, uma reflexão sobre práxis e subjetividade. Constata-se toda uma construção de modelos e explicações, mas isso não passa por um questionamento de como torná-los possíveis, de como isso funcionará enquanto ação possível em situações concretas. O Land apresenta intuições bem interessantes sobre o funcionamento maquínico do capitalismo, mas investe pouca energia para prolongar essa reflexão para o problema da ação ou intervenção. E talvez não seja mesmo uma preocupação dele, já que no final das contas parece que ele acaba assumindo posicionamentos de sabor fatalista (“seremos dominados pela inteligência artificial”, coisas do tipo); talvez também porque ele já tenha abandonado totalmente a figura do humano e, portanto, a reflexividade em relação à ação, a própria finalização dos meios. Como o próprio Uriel colocou, não há o que o humano possa fazer contra a inteligência alienígena do capitalismo.

Quanto à ideia de “exit” como alternativa a “voice”, no meu último texto no blogue Mil Brechas, escrevi algumas críticas sobre as propostas de comunidades alternativas que valem para essa proposta de êxodo. Também senti falta de qualquer reflexão sobre os conflitos e antagonismos que inevitavelmente se interporão no processo de construção dessas vias alternativas, já que terão de mexer no espaço preenchido integralmente de relações de forças entre os agentes envolvidos. Não se migra simplesmente de cidade, ou uma cidade simplesmente não se autonomiza em relação às várias instâncias de poder constituído e suas redes moleculares. Onde fica o pensamento das assimetrias, posições desvantajosas e desníveis entre os vários polos de exercício do poder e resistência?

Renan Porto

PS: Dito tudo isso, vale a pena realizar algumas expedições pelo mundo polar landiano. Uriel já traduziu para o português vários textos dos blogs do Land, que são onde está acontecendo hoje a maior parte da reflexão dele, inclusive sobre o Iluminismo Dark e o neorreacionarismo. Os textos estão publicados no blogue Xeno Sistemas. Além disso, Uriel já traduziu boa parte do livro Fanged Noumena. Com quase 700 páginas, reunindo textos de 20 anos de trabalho, está disponível no blogue numenoscompresas.wordpress.com/.

Ocupações & Mutirões: disputas por espaço-tempo no capitalismo

Com o avanço de tendências conservadoras e fascistas na sociedade, muitos de nós, que queremos uma transformação do estado de coisas, somos muito afetados pelo niilismo na política. E talvez até cultivamos esse niilismo, damos espaço pra isso e deixamos que isso paute nossa perspectiva da situação. Vemos os comportamentos e discursos de militantes nas redes sociais, nas universidades, nas ruas, e de repente percebemos que não acreditamos mais naquilo. Vemos e não vem mais aquela fagulha de possível que nos faz enxergar um novo caminho. Por exemplo, talvez seja comum a muitos perceber isso em relação à militância partidária, quaisquer que seja o partido. Ela é sempre bastante identitária e está a todo momento tentando proteger seu projeto, mesmo quando ele já parece capengar. Logo, na possibilidade de tal partido chegar ao poder, é provável que essa militância, que tanto criticou o governismo em outros movimentos, vai repetir o mesmo comportamento.

Porém, o niilismo não é de todo ruim. Pode ser bom para se desvencilhar de velhas expectativas em formas, práticas e discursos que já não funcionam mais. O problema é quando depois disso não suportamos o vazio que se abre. A desidentificação expandida. E é muito difícil desapegar das referências e caminhar sobre o caos. Reorganizá-lo numa outra forma possível de estar no mundo. A liberdade é sempre experimental e meio desajeitada até que acerte o passo. É muito mais fácil aderir a uma outra identidade estabelecida e seguir seu fluxo. E sabemos da dificuldade temporal que todos temos para explorar informações e fazer apostas. Principalmente quem encara diariamente uma jornada de trabalho de 8 horas diárias, mais transporte, filhos, estudos, etc. Assim, parece impossível a construção deste outro mundo que queremos. Desconhecido, mas possível.

O capitalismo coloca todo seu exército global para trabalhar diariamente em longas jornadas, cada vez mais próximo de um funcionamento em 24 horas diárias nos 7 dias da semana. Quando não estamos trabalhando, estamos buscando mais qualificações para trabalhar, já que hoje a formação é permanente e infinita. Nossos próprios sonhos muitas vezes coincidem com os percursos do capital. Até a produção pré-individual, o nosso inconsciente, as associações semióticas que fazemos sem perceber, todo esse imaginário está atulhado de aparelhos e dispositivos de que o sistema precisa e suga. É um investimento na subjetivação dos indivíduos, que são bombardeados a todo momento por informações, propagandas, ordens que lhes conformam ao mundo do capital. Toda a vida se tornou subsumida ao capitalismo e não há mais fora, de maneira que o tempo de trabalho vai muito além da jornada de trabalho. E nós, que temos basicamente nosso corpo para investir, mesmo que sob disputa, sabemos o quão é difícil achar tempo no meio de tudo isso para organizar espaços onde podemos compartilhar os diversos afetos, inventar nossos instrumentos estéticos de resistência, manifestar coletivamente nossa indignação e desejos, etc. E com o tanto de pautas e acontimentos e tragédias a todo momento, não dá para dar conta de tudo.

Nesse contexto de controle e disciplina do uso que fazemos do tempo e do corpo, a resistência contra o capitalismo é uma luta por temporalidade, o que não se separa da corporalidade. Afinal, é no corpo que criamos nossas temporalidades e contra (ou apesar de) relógios e calendários que experimentamos nossos corpos. E talvez seja necessário dizer que experimentação do corpo, não se trata só de sexualidade, mas, de tudo que fazemos. Seja estudar, dançar, aprender tocar um instrumento, ir ao cinema, conversar, enfim, tudo passa pelo corpo. E nosso corpo-tempo está cada vez mais imbricado nos circuitos capitalistas e nossa sobrevivência também depende disso. Não é simples aderir uma prática ascética e “sair” destes circuitos. E pior ainda quando esse ascetismo vira uma moralidade sob custódia de santos guardiões. Tampouco isso é pragmaticamente capaz de transformar as formas institucionais que organizam a sociedade, se for uma prática meramente individual.

Realmente precisamos de uma articulação coletiva para criar novos circuitos que desestabilizem o controle social das instituições do Estado capitalista e que consigam também criar mais descentralizações de poder. Não necessariamente por um coletivo centralizado e coordenado, mas, precisamos de cooperação coletiva para criar novas dinâmicas sociais. Podemos pensar a organização coletiva como propõe o Comitê Invisível em seu livro-manifesto “Aos Nossos Amigos – Crise e Insurreição”: “Se organizar nunca quis dizer se filiar a uma mesma organização. Se organizar é agir segundo uma percepção comum, em qualquer nível que seja” [1].

Os processos de insurreições, ocupações principalmente, são interessantes porque criam uma outra forma de uso do tempo. É um investimento de tempo numa outra forma de vida. É uma recusa da forma de viver capitalista. É também uma intervenção direta na forma de produzir e organizar nossa vida coletiva. E uma relação política com o Estado, no sentido coletivo-institucional-organizacional, pautada na recusa, no protesto, na desobediência.

Além de controlar a temporalidade social, o capitalismo também controla o espaço e as formas de circular nele. Não só controla, mas cria os espaços determinando em quais lugares se acumulam mais capitais fixos em detrimento de outros lugares; determina e/ou controla quem acessa esse ou aquele lugar; transforma as paisagens e os lugares onde nos movimentamos e existimos. As ocupações, por sua vez, conseguem subverter as lógicas de uso desses espaços e reinventá-los, revalorizá-los, desoligopolizá-los, democratizá-los. Como aconteceu com as ocupações de escolas públicas em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Estas subversões criativas do espaço-tempo têm a capacidade de vencer o niilismo e gerar esperança não só naqueles que vivenciam diretamente os acontecimentos, como também em quem consegue perceber a potência destes eventos. A transformação objetiva e material do espaço-tempo cria novas condições de imaginação. Como disse Peter Pál Pelbart na sua carta aos secundaristas de São Paulo:

“Mas posso dizer, desde fora, que vocês operaram um corte na continuidade do tempo político. Isto significa que a percepção social e a sensibilidade coletiva na cidade de São Paulo sofreu uma inflexão. É toda a dificuldade de uma ruptura: ela não pode ser lida apenas com as categorias disponíveis antes dela, categorias essas que a ruptura justamente está em vias de colocar em xeque. A melhor maneira de matar um “acontecimento” dessa ordem é reinseri-lo no encadeamento causal, reduzindo-o aos fatores diversos que o explicariam e o esgotam, ao invés de desdobrar aquilo que eles trazem embutido, ainda que de modo balbuciante ou embrionário, de novo, de inaugural, de fundante” [2].

Outro exemplo de reinvenção do uso de espaços são as cooperativas que buscam resolver os problemas de suas comunidades de forma direta, imediata e autônoma (o que também aconteceu nas escolas ocupadas). Neste caso, muitas vezes não é só a reinvenção do uso dos espaços, mas também a criação e/ou transformação de novos espaços. Como aconteceu no município de Barra Mansa no Rio de Janeiro, em que a população deixou de esperar que a prefeitura consertasse a ponte que ligava os bairros Nova Esperança e São Luiz e reuniu um mutirão que construiu a ponte com um gasto muito menor do que foi orçado pela prefeitura. Gastaram em média de R$5.000,00 reais, enquanto a prefeitura orçava o projeto em R$270.000, 00 reais [3].

É importante perceber que esses métodos de ação coletiva propostos aqui não são necessariamente sinônimo de recusar qualquer apoio do Estado, se ele não querer que se dê a bunda em troca. Nem quer dizer deixar de protestar e fazer manifestações (os estudantes das escolas ocupadas não deixavam de se manifestar), afinal pagamos impostos coercitivamente e queremos um retorno disso. Adotar estes métodos também não quer dizer que não se vote quando for interessante fazê-lo. Sejamos pragmáticos. Num pragmatismo que tensione o real até seu limite de possibilidade. Lembrando Brecht, só está vivo o que está cheio de contradições. Ter em consideração um príncipio de coexistência das formas e ideias. As coisas não se anulam. Que se anulam podem ser as identidades e identificações. Estas são castelinhos que poderiam desmoronar para dar lugar ao “ser-qualquer”, que se vincula pelo desejo, como diria Agamben sobre “A comunidade que vem” [4].

 

NOTAS:

[1] Comitê Invisível, Aos Nossos Amigos – Crise e insurreição. São Paulo: N-1 Edições, 2016, p. 18.

[2] http://outraspalavras.net/brasil/pelbart-tudo-o-que-muda-com-os-secundaristas/

[3] http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/06/14/rj-em-mutirao-moradores-constroem-com-r-5000-ponte-orcada-em-r-270-mil.htm

[4] Giorgio Agamben, A Comunidade que Vem. Lisboa: Editorial Presença, 1993, p. 11.